domingo, 11 de abril de 2010


Quem faz as coisas por sua própria conta e risco tem de ter persistência. Quando lembramos disso, não há como escapar da frustração que é receber notícias que não estão de acordo com o que se espera. Já faz um bom tempo estamos lutando para que as peças que vão permitir o fechamento do motor estejam à disposição, mas uma série de imprevistos têm forçado uma espera excessiva e desgastante. E nada do Civic 07 voltar à pista.

Desta vez foi apenas um pequeno descuido. Os casquilhos de biela e virabrequim chegaram na data certa, tudo conforme o combinado. Mas quando o restante da encomenda - os aneis de pistão - foram procurados, não foi possível encontrar. Entra em contato com o importador, todos intrigados com o sumiço ( será que sumiu na alfândega?...) e , no final , não era nada sério. Os aneis foram extraviados quando foi feito o pacote para o envio e estão em Los Angeles! Ficaram lá, caídos em um vão que passou despercebido.

Dúvida solucionada, agora vamos torcer pela mundialmente famosa eficiência da Fedex. Ela é que trará este pequeno pacote, mas que é tão grande em importância para que o Civic possa voltar a funcionar novamente. O motor é a alma do carro, e assim que ele estiver pronto, todo o corpo vai reviver. É um processo normal, quando se enxerga a possibilidade de colocar tudo em funcionamento, o trabalho se acelera com ritmo renovado.

Já o Audi turbo terá que receber alguns upgrades até a primeira prova em que vai participar. A embreagem não está mais em seus melhores dias, e não dá mais conta de transmitir a cavalaria para as rodas. E não há muito tempo para o problema ser resolvido. Ainda mais que o pessoal dos Eclipses quer mesmo vencer o Audi e nós não gostamos de perder...

Como dizem por ai - "cada um com seus problemas". Vamos ver quem se sai melhor em colocar o carro em condições primeiro. Ou será que já vamos sair ganhando por W.O?

Como a fé não costuma falhar, temos aqui uma competição para saber quem é mais amigo da santinha! Acho que T.O. Castro vai vencer porque ele já fez uma peregrinação à Aparecida do Norte.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Depois de muitos anos de casamento com a marca HONDA, T.O. Castro se rende à marca dos quatro aneis e finalmente reconhece o valor do carro alemão.










Primeiro de abril...

Vamos falar sério agora. Sim , Pixulim e Marcelo Boller vão dividir o comando de um Audi A3 Turbo nitro nas primeiras provas da AD de 2010. Até que o CIVIC possa ir à pista.

Além da vontade de acelerar novamente, participar pela diversão, a ideia de comprar um Audi remete ao início da Associação Desafio e aos tempos do sambódromo. Na época, o Civic ajudou a mudar conceitos e contribuiu decisivamente para afastar das ruas e levar para a pista novos competidores. T.O. espera repetir novamente o processo com o Audi.

O carro já tem alguma história. Já participou com seu proprietário anterior, o Tiago "Enzo", figura simpática que foi um dos primeiros patrocinadores da AD. Como um círculo histórico que se completa, Pixulim tem até hoje no Civic um dos volantes ENZO que eram importados e distribuídos exclusivamente pela empresa de Tiago. Ele chegou a classificar este Audi em um TOP 16 no Velopark, com tempos muito bons para um carro de rua que tinha como preparação apenas o auxílio do óxido nitroso, suspensões Sprint e pneus Khumo Ecsta 700.

Depois de bem acertado, Marcelo e T.O. vão levar o carro aos lugares frequentados por jovens (o popular postinho...) e deixá-lo à mostra. A cada racha que forem intimados a participar, vão dar a possibilidade ao desafiante de enfrentá-los em uma pista - que é como deve ser - num ambiente seguro. Preparado para a competição. Esta é uma abordagem criativa e interessante de apoio ao esporte e uma visão construtiva da solução do problema dos rachas. Vai na linha que a polícia da Califórnia encontrou para lidar com a questão. Lá, se você for pego em uma situação suspeita de ser um racha e não tiver antecedentes desta atividade, é convidado a enfrentar um carro da polícia em uma pista de arrancada, e assim ter sua multa suspensa. Caso seja pego reincidindo na rua, o carro é simplesmente confiscado e levado para a prensa com o que estiver dentro. Não há como negar que a ideia do Pixulim é mais divertida.

Marcelo Boller, que divide o carro e pilotagem com Pixulim, encontrou desta maneira o caminho para participar sem ter a obrigação de dedicar ao carro um tempo que não dispõe. Dividindo as obrigações com T.O., fica mais fácil manter tudo operacional.

Estaremos aqui na torcida para ver como se sairão nossos pilotos nesta empreitada. Especialmente Pixulim, sempre tão identificado com a marca japonesa e agora no comando de um carro alemão.

domingo, 14 de março de 2010


A poucos dias da chegada das últimas peças do Civic 07, é hora de buscar o foco nas coisas principais. Faz um longo tempo que o Honda está desmontado esperando o momento de voltar à atividade e, neste periodo, seus concorrentes conquistaram boa evolução . E reconhecer este fato traz novos desafios.

Colocando as coisas em perspectiva, T.O. Castro sabe que tem uma boa jornada pela frente e até já colocou em ordem suas prioridades. Para isso, tem um sistema de trabalho para os próximos meses. Vamos lá:

1 - Bater o arranque do motor. Assim que as peças chegarem, providenciar para juntar todas as partes mecânicas do motor e caixa e colocar tudo em condições de uso. Esta é uma tarefa relativamente simples, mas que pode ser bem trabalhosa. Sendo um carro importado, existe uma dificuldade natural sempre que falta alguma coisa ou se descobre que é necessário substituir algo. É a primeira etapa a superar.

2 - Voltar ao ponto onde o carro parou. Na última vez em que o Civic 07 esteve no dino da DSP, produziu 320hp nas rodas, turbo, mas sem nitro. Esta é a base para a retomada do trabalho, produzir novamente este nível de potência, para poder dar sequência à evolução.

Com estes dados como referência, T.O. sabe que o carro já esta parado há muito tempo e que o importante em um primeiro momento é fazer tudo funcionar, ir à pista e sair ileso. Seria um ótimo recomeço. Porém, o próprio T.O. Castro reconhece que esta sempre é uma visão idealista da situação: "Agora não quero muita coisa, só fazer o carro funcionar como era ou um pouco melhor, já que teremos mais recursos, como injeção programável, que não tínhamos antes. Mas isso é conversa de quem esta com o carro parado... quando o carro vai pra pista, a loucura começa, e ai é aquele negócio de mais pressão, mais nitro... e adeus aos planos!".

A seu favor, T.O. tem agora mais experiência que no passado recente. Para ser ainda mais correto, todos os envolvidos na atividade que vai trazer o Civic de volta à pista estão mais experientes hoje e também mais articulados. Mesmo sendo o sambódromo uma boa (e distante) lembrança, hoje a bagagem acumulada é muito maior, o que vai possibilitar bons resultados em um período de tempo menor.

No passado, foi um verdadeiro "quebra cabeças" fazer o pequeno motor multiválvulas 1.6 funcionar com o turbo e um simples atrasador de ponto. Hoje, com a facilidade proporcionada pelas injeções programáveis como a MegaS ou a Fuel Tech, pode-se chegar a melhores resultados com muito mais segurança. Menos quebras, menos custo, mais progresso.

Assim, podemos esperar para breve a alegria da junção do turbo com o nitro, a adrenalina se misturando ao álcool, graças aos controles que só os computadores podem colocar à disposição dos pilotos.

Para todos que gostam da função, e ainda mais para os que gostam da tecnologia ligada aos Honda, os próximos meses prometem muito. Por aqui estamos todos ansiosos para ver novamente o Honda na pista, e aqui no sul as oportunidades não faltarão.

Abraços a todos.

segunda-feira, 1 de março de 2010


Depois de intermináveis meses de espera, finalmente uma notícia boa: chegou uma sacola dos EUA com as peças para fechar o motor do Civic.


Caso resolvido?

Ainda não. Não veio tudo que foi encomendado e alguns componentes vieram trocados. Ainda não é desta vez que o projeto vai embalar de vez. Mas andou mais um pouco no rumo certo, e é sempre bom lembrar que dá para aprender com os erros ao longo do caminho. A lição: informe-se muito bem quando for escolher um fornecedor de peças ou serviços.


T.O Castro já está mantendo novos contatos, e a situação agora deve se resolver em pouco tempo, pois o que falta deve ser encontrado no Brasil , sem a necessidade de vir de fora.

Enquanto isso, o Civic 07 vai permanecendo em sua aposentadoria forçada. Pelos planos iniciais, ele deveria estar presente no primeiro Open em que a Associação Desafio participará este ano, mas as probabilidades estão diminuindo. Ainda não é o momento de desistir da primeira etapa, mas os próximos dias vão dar a definição sobre esse assunto.

Vamos torcer para que tudo se encaminhe de forma positiva, porque é grande a torcida para ver o carro novamente na pista. Existe toda uma comunidade que gosta da marca Honda e também, especificamente do Civic branco, que quer o carro de volta na pista.


É importante destacar também que o Civic é um dos poucos remanescentes do inicio da AD que não competiu ainda no Velopark. Sambódromo, Tarumã e Santa Cruz já fazem parte do currículo, mas o Velopark será na verdade uma "estreia", a primeira vez do carro em uma pista de qualidade internacional.


Já existe até a expectativa de uma reedição de confrontos sensacionais como o que aconteceu com o Maverick turbo de Jean Peluso no já distante ano de 2006. Pra quem não lembra, ou não viu, podemos dizer que foi um momento histórico devido a repercussão que o video da corrida teve na internet, especialmente nos Estados Unidos. Ainda hoje é um dos vídeos mais acessados produzidos pela AD (o video foi editado e postado por Fabio Queiroz).


Naquela época o Civic se saiu melhor, mas agora certamente as coisas serão mais difíceis se este confronto ocorrer novamente. Jean e seu Maverick dourado se mantiveram na ativa nos últimos anos, melhorando suas marcas. E ganhando a experiência que só quem vai à pista pode obter. O V8 turbo se tornou um dos carros mais admirados e respeitados da AD.

Vai ser uma parada dura. E, por isso mesmo, daquelas que fazem tudo valer a pena.

As coisas estão mais devagar do que gostaríamos, mas não se enganem, é só uma estratégia mineira que copiamos do Sergio Fontes...

Abraços a todos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Novo ano, primeiro Open e TO Castro estava lá de CBR600. Virou um 12 segundos - que não é sua melhor marca - mas foi o representante solitário da tribo dos motociclistas no Velopark.

Mas e a esperada volta do Civic? A verdade é que a desagradável novela das peças que não chegam ainda não teve o seu final feliz, e estamos aguardando ansiosamente o último capitulo.

Quanto a volta do Civic é esperada? Conheçam agora alguns depoimentos de amigos, admiradores e até adversários do Civic que gostariam muito de ver o carro de volta às competições.

Fabio Benassi - Atualmente , o proprietário e piloto do gol 916 (Equipe Maranelo , Up Grade, DRV), uma das promessas da AD para 2010. Em 2006, era parte do público no sambódromo e se acostumou a ver as disputas do Civic.

" Em primeiro lugar, o Civic e o Pixulin são ícones da AD. Suas disputas com o Gringo (Fabio Andreis) eram muito legais e o Eclipse continua... o Civic esta faltando!

"Em segundo lugar, é mais um carro da AD que fará parte do TOP 16, o que eleva o nível de todos.

"Em terceiro lugar, para mim é mais um estímulo, porque é um adversário que gostaria de vencer".

Fábio Andreis- O conhecido "Gringo" do Eclipse. É uma figura que se mistura com o surgimento da AD e não resta dúvida que existe uma rivalidade verdadeira entre ele e T.O.

"O Pixulim tem de voltar para eu continuar dando pau nele na pista... Mas, agora falando sério, o Pixulim é o Pixulim, não tem dois iguais e por isso ele é imprescindível!".

"Além disso, o Civic tem de voltar para a pista para eu continuar dizendo que o Eclipse é mais bonito".

Custódio de Almeida- Hoje, uma figura importante na AD. De certa maneira, o seu Fiat One4Seven substituiu um pouco o Civic no coração do público outlaw da região metropolitana e até mais além.

-"Eu gostaria que o Civic voltasse porque:

1. Porque é um icone da AD.

2. Porque é um carro diferente.

3. Pelo desenvolvimento que trouxe até parar.

4. Já que chegou onde chegou, por que não continuar?

5. No momento não há outro Honda do mesmo tipo (Vtec 1.6) participando, com estas características de motor pequeno como nosso Fiat.

Rafael Pires Grillo (Rafastra)- Hoje um dos mais destacados representantes dos motores Chevrolet inline four na AD. É um dos remanescentes da época do Sambódromo. A seguir, suas palavras:

-" O Civic branco nitro sempre será lembrado por nós como um ícone da arrancada. Despertava admiração na época das ruas e depois na pista também."

- "Foi o carro abre- alas da AD, mesmo que na época nem se soubesse quais seriam as consequências das simples provas do metropolitano, mesmo correndo em uma modalidade (desafio) que teoricamente punia quem baixasse seu tempo".

- "A partir desta base, Pixulim e o Civic realizaram façanhas que na época todos - inclusive mecânicos famosos no meio - julgavam impossível para um motor 1.6 nitro".

- "Assim, a AD foi se materializando através de mais competidores, que de certa forma , utilizaram a mesma receita de coragem, inovação e simplicidade

-" Essa é a meneira que eu vejo o legado do Civic e do Pixulim. Para mim, eles estão mais que preparados pra continuar a escrever sua história de sucesso".

Por hoje vamos ficar por aqui.

Muito obrigado a todos que com sua leitura continuam a prestigiar nossas histórias.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010



Ok, já contamos aqui que o Civic foi decisivo na formação da Associação Desafio. Que foi um divisor de épocas, ao mostrar e provar que uma abordagem não tradicional poderia trazer resultados na pista. Esses fatos todos aconteceram, e o Civic teve um ano especial em 2006, com muitas vitórias em todos os desafios que encontrou.

Muito do que se sabe hoje dentro da AD sobre o uso de nitro, se baseia na experiência adquirida com as coisas desenvolvidas para o Civic. Conceitos hoje presentes em alguns dos melhores carros da AD , como o peso simulado (onde aumenta o peso sobre a tração sem aumentar o peso do carro) foram postos primeiro em prática no Civic. Testes com dureza de molas e temperatura de pneus ao final da passada, medidas de forma até cômica, lá no final da pista do sambódromo, além de um aprendizado valioso, foram a maneira de se tirar o máximo proveito do equipamento restrito que se tinha em mãos.

Talvez a maior ironia de todas seja que, ao final daquela temporada de 2006, o jogo foi ficando cada vez mais duro, com novos competidores atraídos justamente por aquilo que o Civic representava. E eles, em sua maioria, não vinham da arrancada tradicional, que olhava com uma mistura de espanto, medo e desdém para o que estava acontecendo.

Ali apareceram pela primeira vez carros como o GSX 4x4 dos Irmãos Andreis, o Evo Turbo de Felipe Johanpeter pilotado pelo Menguinho e a Audi 4x4 Turbo dos tradicionais irmãos explicadinhos. A esse pessoal , do lado tradicional, se somaram o Fusca Turbo (a ar) campeão, de André Pinzon e o Gol campeão turbo B do conhecido Pezão e seus burn outs de terceira marcha. O Civic agora lutava contra algo que ele mesmo tinha ajudado a criar, e pelas duas últimas provas do ano no sambódromo, deu para ver que 2007 seria um ano muito mais difícil.

Para completar, devido a desacordos com a Prefeitura de Porto Alegre, o organizador do Metropolitano perdeu o direito de uso do Sambódromo, e todos nós que gostamos de arrancada perdemos um dos melhores palcos para o esporte. Fomos para Tarumã, que é inclinado, em subida na largada e descida na chegada, com asfalto esburacado pelas "cadeiras elétricas" que andam nos aros de ferro sem pneu. Tudo isto só poderia prejudicar muito o Civic, um carro de motor pequeno, com potencia em altas rotações e alto peso de carroceria.

Colocando tudo isso em perspectiva, sabíamos que precisaríamos trabalhar muito e precisaríamos recursos. Para tentar fazer frente a estas novas exigências, T.O Castro fez um acordo operacional com o amigo Julio Steyer. Com ele dividiria a pilotagem do carro e em troca este traria combustível financeiro. Estas parcerias não são fáceis de implementar. O carro que havia sido nitro até ali, tenta um voo mais alto e passa a ser turbo nitro para poder fazer frente ao crescente poderio dos adversários. Desenvolvimento que precisava ser rápido, mas, ao mesmo tempo, o carro deveria ser conduzido por dois pilotos , com estágios completamente distintos de habilidade e conhecimento.

Sendo bastante otimista, dava para se esperar uma chance de sucesso de 50%. De fato, muitos problemas ocorreram. Não por culpa ou reponsabilidade da dupla, mas muito mais pela própria natureza da situação. Por mais que se façam planos, a vida segue seus próprios caminhos.
E justo nesta época, em que as coisas não estavam funcionando direito, Pixulim comprou uma disputa com outro piloto...

É claro que ele sabia dos riscos, ainda mais sendo um Gol representante das categorias tradicionais. Considerou, entretanto, que não poderia fugir à disputa. Com este gesto aparentemente simples, mas tão difícil de se ver acontecer ( a maioria foge, inventa desculpas, tem de ir no enterro da sogra...) T.O. dava mais um passo - hoje facilmente reconhecível - para a instalação da maneira de pensar out law. Para ir mais fundo ainda no "espírito da coisa" apostou 1000 reais! No lado oposto, até "fiadores" apareceram para garantir a disputa - tipo "se o gol perder e não pagar, EU PAGO"...

Este era o clima. Caso típico. Um carro out law (Civic) contra um da arrancada tradicional de categorias (gol). O duelo foi marcado e ocorreria durante uma prova do Arrancada Cup em Santa Cruz do Sul. Independente de qualquer questão, esta é a arrancada de verdade, aquela que vale. A que deixa os protagonistas com o nervos em pedaços. Estão em jogo a honra, o dinheiro e a supremacia técnica, ou ainda outros motivos - se você leitor - quiser juntar aos que foram expostos para ver o sangue ferver.

Na pista, o dia não está bom para Pixulim. O Civic não tinha grandes recursos eletrônicos. Contava com a "caixinha" eletrônica da Unidesign, que era boa, mas não fazia milagres. Definitivamente, o carro não está legal. T. O. altera ponto e mistura e só piora. Decide voltar ao programa anterior gravado para tentar salvar uma puxada. Como se isso não fosse suficiente, a embreagem está acabando!

Assim que Civic vai para a písta, seu adversário alinha ao lado, pois estava observando os percalços do Honda. Ponto para ele, não se desperdiça oportunidades e acho que até esperava uma vitória fácil.Os dois carros alinhados na reta de Santa Cruz. Os 402m pela frente e - coisa curiosa - , começam a aparecer câmeras de todos os lados na mão dos amigos do piloto do gol. Havia mesmo a certeza que o Civic perderia e eles não iam deixar passar. E a verdade inquestionável acabaria na internet.

O pinheirinho é acionado, o Gol faz o melhor tempo de sua existência - seria recorde de sua categoria se não estivesse no horário de treinos. Mas, adivinhem só... ele perdeu! T.O . conseguiu achar uma maneira de arrancar com a embreagem acabando e levar o carro até o final na frente, com o motor patinando em cima da tração. Conseguiu chegar à frente na pista e também no tempo ET, para não deixar dúvidas. Acabou?

Final da reta, os dois carros param no desvio esperando a ordem de retorno aos boxes. Tranquilo, Pixulim desce do Civic com os seus 1000 no bolso ( se perdesse, pagaria na hora) e vai cobrar o piloto do gol. Bate na janela tapada de G5: "toc, toc,toc...nada. " Aí as coisas começam a ficar ridículas e o sujeito não abre a porta. Bom , fiadores são para estes momentos, pensa Tiago. Liga para o fiador cheio de pose e este não atende... Lá pelas tantas, Pixulim abre ele mesmo a porta do gol e cobra o seu dinheiro. Explicações muitas e dinheiro nenhum. O piloto quer acelerar outras vezes. Acho que ele não entendeu o conceito, T.O. não concorda, trato é trato - perdeu, paga. Ao final, o cara diz que não tem o dinheiro.

Pixulim volta ao celular e finalmente encontra o avalista. Este diz que não é bem assim, que vai ver, mas que o dinheiro será pago. Resumindo: até hoje , passados quase três anos, T.O. não viu a cor deste dinheiro, que foi ganho limpa e justamente. E o filme da derrota do Gol nunca apareceu na internet.

Depois desta última façanha, o Civic espera a hora de voltar a pista. 2010 será o ano? Neste momento, o que separa o Civic de seu destino são algumas peças encomendadas e pagas que teimam em não chegar . Na história de autinho com tantos feitos e tanto carisma, certamente este é mais um "detalhe" a superar.

Um abraço a todos aqueles que torcem por nosso retorno.

domingo, 20 de dezembro de 2009


Vamos dar uma pausa na linha de tempo da história do Civic 07. Voaremos direto para o presente para desvendar um pouco os fatos que acabam por prejudicar as competições mesmo não tendo nenhuma relação direta com o que acontece na pista.

Um dos males que mais incomodam quem gosta de carros está afligindo o Civic - a falta de peças. Todas as previsões indicavam que o Civic estaria de volta ao pinheirinho nas últimas duas provas do ano de 2009. Seria um bom ensaio para a preparação de 2010.

Porém, a realidade dos fatos pulverizou estas esperanças. As peças para trazer o carro de volta à vida já foram encomendadas - e pagas - há vários meses mas ainda não apareceram e continuam sem previsão de chegada.


Com a paciência terminando e a vontade de voltar a acelerar aumentando foi preciso encontrar uma alternativa. T.O. andou de PT Cruiser no Velopark... e cruzou os 402m a - digamos, fantásticos - 98km/h! "Just for fun"... Não dá para levar a sério, mas pelo menos valeu por estar na pista e conhecer a Drag Way do Velopark.

Já com uma Honda CBR600, a história muda de nível. Esta é uma ferramenta de verdade para quem gosta da velocidade. E com ela, lá foi T.O. para a pista e para esta nova experiência em sua vida. Para a surpresa dele mesmo e dos amigos, fez um 11.7(et) a 198km/h! Esta deve ser a melhor marca de uma 600 no Velopark - nada mau para uma primeira vez.

Surpreendente sem dúvida, e agora Pixulim fica nos devendo o mesmo com o Civic. Afinal, ele (o Civic) é a estrela deste espaço. Mais bacana ainda foi ver a felicidade de T.O. voltando à atividade, tendo a emoção e a adrenalina como velhas companheiras. Como toda boa aventura, esta não será esquecida tão cedo.

NOVO CAMINHO
Esta aventura acabou tendo uma dimensão maior que o esperado. Como o Civic no sambódromo, a moto no Velopark trouxe a teoria para a realidade: a criação da AD Bike.

Com a participação de Tiago e sua já proverbial sorte (carisma, destino, ou como sua crença quiser chamar) , agora podemos considerar a sério a proposta de adesão de um pequeno grupo de motociclistas para a AD iniciar uma competição de arrancada em duas rodas. Este fato que já causa arrepios em muita gente pode se tornar o maior desafio de Pixulim em 2010.

Uma coisa é certa: ele está de volta. Já existem rumores sobre uma Vmax, nitro, pneu drag argentino de moto (é, existe sim...).

Outlaw rules em duas ou quatro rodas!